Jabuticaba

Ela chupava aquela jabuticaba com um leve amargo que nunca sentiu. Aquele gosto foi adentrando seu ser, deixando a moça desesperada, ela se agarrava no lençol úmido do caldo da jabuticaba e chorava. Parecia que ela nunca mais iria chupar uma jabuticaba docinha. Lá fora a chuva caia. Parece que todas as vezes que ela sentia um amargo na boca o céu desabava, era uma cumplicidade sombria e cheia de cismas, não se sabia ao certo o real sentido de tudo aquilo. Só se sabia que existia dor e melancolia. Ela ligou o rádio e estava tocando sua música preferida com Bebel Gilberto e como se a chuva estivesse roxa melando toda sua visão ela dormiu. Com a esperança de que no outro dia as jabuticabas estivessem docinhas e ela pudesse sonhar novamente...




Escrito por Tiago Junqueira às 03h54
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